quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Le Corbusier - a arquitetura moderna e os 5 pontos da arquitetura moderna - segunda parte

O facto social, inédito na história da humanidade, de numa cidade com milhões de proletários  constituídos por antigos camponeses que tinham sido expulsos do campo pelo processo da chamada revolução agrícola, viverem em cavernas, debaixo de pontes, e outras restantes condições miseráveis, originou epidemias que atingiram também as classes sociais abastadas e foi motivo para o desenvolvimento das técnicas de construção como foi o caso do betão armado. Um dos fatores do baixo custo do betão armado ou betão com armadura de aço é não carecer de mão-de-obra especializada, esta abundante nas próprias cidades.

É sobre os cinco princípios para projeto de arquitetura moderna que vou falar, depois de algumas leituras da obra de Le Corbusier (1887- 1965), sem ainda ter tido acesso ao livro "Les Cinq Points d'une architecture nouvelle - Consequence des tecniques modernes", de 1927, escrito por Le Corbusier, mas escrevo com os dados que disponho. São os seguintes pontos:

1 - Solo liberto ou caminhar livre
2 - Plantas livres
3 - Fachadas livres
4 - Janelas livres
5 - Coberturas livres

Compreenderão que o conceito de liberdade tão efusivamente aplicado tem justificação.

Le Corbusier escolheu cinco princípios, suponho, porque ele os contrapôs às cinco ordens do rígido vocabulário da construção em pedra (ver as colunas da figura 4 da esquerda para a direita, ordem toscana, dórica, jónica, coríntia e compósita) que ainda eram ensinadas nas Academias de Arte da antiga nobreza prendida ao gosto pelo uso da pedra e reacionária às possibilidades científicas e técnicas da época industrial que emergira.

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